« Home | Não esquecemos. Nem relativizamos. ... » | Opositor denuncia hostigamiento de militante comun... » | Cuba’s dissident democrats stir as the Castros li... » | Prison guards beat journalist for insisting on ri... » | «Te voy a arrancar la piel a tiras, cabrón; el dí... » | PCP ENVERGONHA PORTUGAL PCP cria embaraço diplom... » | ETA ordena crear nuevos «comandos» de «kale borro... » | Turkey: Unfair trials - failed justice under new c... » | Timor: Um ferido e mais casas queimadas em noite a... » | The situation in Darfur is spiraling out of contro... »




EVOCAÇÃO DO 11 DE SETEMBRO

Discurso do Presidente do CDS-PP, Dr. José Ribeiro e Castro



Recordamos, desta forma que sabemos simples mas queremos significativa, as vítimas dos atentados do dia 11 de Setembro de 2001.

Antes de qualquer consideração de natureza política ou geostratégica, o nosso primeiro pensamento está com aqueles que nesse dia perderam a vida. É, sobretudo, por eles que hoje aqui estamos. Pelas vítimas dos atentados e por todos aqueles que tombaram na esperança de os salvar. Curvamo-nos perante o seu sofrimento e pelo seu admirável exemplo na adversidade.

É para que dias assim deixem de se repetir que fazemos questão de aqui estar hoje. Solidários com as suas famílias e com o seu país, que tantos filhos perdeu para que voltássemos a ter paz e prosperidade neste continente.

Pedia, por esta intenção, um minuto de silêncio em sua memória.

Nesse dia 11 de Setembro de 2001, fomos todos nova-iorquinos. E continuamos a sê-lo ainda hoje.

Não fazemos parte daqueles que rapidamente esqueceram as imagens do World Trade Center, ou as do Pentágono em Washington, ou do destino trágico e heróico do Voo 93, e que se tornaram indiferentes ou são complacentes ou cúmplices com a escalada do terrorismo. Temo-las bem presentes na nossa memória e estamos conscientes do adversário cruel e irracional que enfrentamos. Ao contrário de muitos que insistem em transformar os agredidos em agressores e as vítimas em culpados, honramo-nos das nossas alianças e não abandonamos os nossos aliados em tempos de dificuldades.

Não relativizamos a importância dos nossos valores civilizacionais comuns e não esquecemos o seu papel no mundo. Não renegamos a nossa casa. Damos valor às liberdades políticas e aos direitos sociais que soubemos construir e que não têm paralelo. Rejeitamos, por isso, ser dos que, em caso de dúvida, estão sempre contra a sua própria civilização.

A 11 de Setembro de 2001, o mundo conheceu toda a dimensão da mais inominável brutalidade. Confrontámo-nos, todos, com a fragilidade da nossa condição e com a vulnerabilidade dos regimes democráticos em que não queremos deixar de viver.

Como, a seguir, os atentados de Bali, Bombaim, Londres e Madrid provaram, ninguém está a salvo. Por isso mesmo, ninguém está dispensado de lutar.

O terrorismo contemporâneo e, nomeadamente, o terrorismo global dirigido contra a democracia e os seus defensores, que provoca vítimas civis em massa de forma indiscriminada por meio de ataques brutais, assassinos e cobardes, constitui actualmente a ameaça mais violenta aos direitos humanos básicos e fundamentais que as nossas sociedades enfrentam.

Orgulho-me de, a 11 de Março de 2004, por coincidência na data dos atentados de Madrid, ter proposto no Parlamento Europeu a instituição de um “Dia Europeu em Memória das Vítimas do Terrorismo” e a recomendação para que a União Europeia tome a iniciativa, a nível mundial, de instituir um "Dia Internacional das Vítimas do Terrorismo”. A Resolução foi aprovada, com indicação de se fixar 11 de Março como essa data, em homenagem às vítimas de Madrid que tinham acabado de ser barbaramente atingidas. Dias depois, o Conselho Europeu, reunido em Bruxelas no dia 25 do mesmo mês, subscreveu expressamente esta proposta do Parlamento, integrando-a na sua Declaração sobre a Luta contra o Terrorismo. Por isso, passámos a celebrar todos os anos, desde 2005, o 11 de Março como “Dia Europeu em Memória das Vítimas do Terrorismo”. Falta ainda conseguir a consagração de um Dia Mundial com esse significado e impacto universal.

Os criminosos querem deitar as nossas liberdades por terra. Transformar todo o mundo livre num imenso Ground Zero. Ninguém está dispensado de defender e reconstruir.

Os terroristas pretendem vergar-nos pela brutalidade dos seus actos. Ninguém está dispensado de resistir. Infundir o medo é o seu propósito. Solidariedade e memória são o alimento da nossa determinação.



Discurso do Conselheiro Político-Económico da Embaixada dos EUA, Matthew Harrington



Muito obrigado, Dr. Ribeiro e Castro, pelas suas palavras poderosas. Quero agradecer igualmente o facto de ter organizado este evento importante. Sinto orgulho por poder representar a Embaixada Americana e o governo dos Estados Unidos da América.

Comemora-se hoje o quinto aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. É uma ocasião apropriada para reafirmar a nossa condenação de todos os actos de terrorismo e para sublinhar que nenhuma causa ou descontentamento – por muito legítimos que possam ser – justificam o assassínio de civis inocentes.

Este dia traz consigo um dilúvio de lembranças dolorosas:

Lembramos o horror de assistir aos aviões a investirem contra as Torres Gémeas e de ver as torres desmoronarem perante os nossos olhos.
Lembramos a imagem inimaginável de pessoas a saltarem dos pisos mais altos para escaparem a um destino mais doloroso ainda.
Lembramos a imagem do Pentágono em chamas e lembramos os socorristas a entrarem dentro de edifícios a arder, sabendo que poderiam não voltar a sair.
E lembramos os passageiros heróicos que avançaram para dentro da cabina dos pilotos no seu avião desviado sobre a Pennsylvania, impedindo os terroristas de fazerem mais vítimas inocentes.

Entre as vítimas do 11 de Setembro encontravam-se cidadãos de mais de 90 países e fiéis de muitas religiões, incluindo o cristianismo, o judaísmo e o islão.

Para uma geração de americanos, as imagens desse dia terrível tiveram o mesmo impacto que o ataque de Pearl Harbor teve nos seus pais e avós. Foram chocantes e nunca serão esquecidas.

Eu estava em missão no estrangeiro no dia 11 de Setembro e lembro-me de pensar, à medida que presenciava os terríveis acontecimentos desse dia, que o meu país nunca mais seria o mesmo. Essa realidade foi-me confirmada uns meses depois, quando voltei aos Estados Unidos e deparei com tropas armadas a patrulhar os aeroportos, algo que nunca pensei ver no meu país.

Aqueles que nos atacaram no dia 11 de Setembro são homens sem consciência – mas não são loucos. Utilizam uma visão deturpada do islão para justificar o assassínio de homens, mulheres e crianças inocentes, à medida que procuram poder e influência política. Incrivelmente, Osama bin Laden classificou o massacre de perto de 3.000 pessoas no dia 11 de Setembro como "uma proeza heróica, magnífica, sem paralelo e sem precedentes na história da humanidade."

É importante sublinhar que, após cinco anos de luta contra o terrorismo, houve progressos significativos. Os Estados Unidos, com o apoio dos seus parceiros democráticos, derrubaram o sanguinário regime dos talibãs no Afeganistão, libertando uma população há muito tempo oprimida e destruindo uma importante base operacional da Al Qaeda. Na verdade, a Al Qaeda tem sofrido um desgaste graças à nossa persistente ofensiva contra esta organização e hoje é muito mais difícil para os seus líderes movimentarem-se livremente, transferirem capital e comunicarem com os seus operacionais.

Dito isto, a Al Qaeda e outros grupos inspirados na sua ideologia de ódio, continuam a ser uma ameaça muito verdadeira. Basta vermos os danos que têm causado desde o 11 de Setembro para nos apercebermos de como continuam a ser uma ameaça real: 400 pessoas mortas e feridas em Bali em Outubro de 2002; mais de 2.000 pessoas mortas e feridas nos atentados de Madrid em Março de 2004; mais de 800 pessoas mortas e feridas nos atentados de Londres em Julho de 2005 e, no mesmo mês, perto de 90 pessoas mortas num ataque na estância turística de Sharm al-Sheikh no Egipto. E, mais recentemente, as autoridades britânicas evitaram uma tragédia ao desmontarem um plano para fazer explodir aviões sobre o Oceano Atlântico.

Fica claro através destes eventos trágicos que o terrorismo é um flagelo que ameaça todas as nações civilizadas e uma resistência eficaz contra este mal tem de ser vigorosa e multilateral. Neste esforço, procuramos trabalhar em parceria com pessoas e países de todo o mundo para confrontar esta ideologia do ódio e fomentar um clima de esperança e oportunidade. Não somos perfeitos mas acreditamos que devemos apoiar energicamente os esforços daqueles que no mundo inteiro escolhem a liberdade sobre a tirania, a tolerância sobre a intolerância.

Queremos continuar a trabalhar de perto com países da mesma opinião, através de métodos que resultem num mundo mais pacífico, mais próspero e numa vida melhor para todas as pessoas.

Portugal tem sido um parceiro extraordinário neste esforço. Não só tem participado activamente nos esforços internacionais contra o terrorismo, como tem também auxiliado na estabilização de palcos de conflitos à volta do mundo através do envio de tropas para países como a Bósnia, o Kosovo, o Afeganistão, o Iraque e Timor Leste.

A guerra contra o terrorismo teve início há cinco anos mas está longe de terminar. Todo o mundo civilizado tem interesse no desfecho. Numa conferência de imprensa no dia 6 de Setembro, o Presidente Bush delineou, sucinta mas rigorosamente, o que está em causa nesta luta: "Estamos em luta pelo nosso modo de vida e pela nossa capacidade de viver em liberdade. Estamos em luta pelo rumo da humanidade, contra aqueles que pretendem impor a escuridão da tirania e do terror no mundo inteiro. E estamos em luta por um futuro pacífico para os nossos filhos e netos."

Sem dúvida, palavras fortes. Para o bem dos nossos filhos e dos nossos netos, esta é uma luta que Portugal, os Estados Unidos e outros países como os nossos não podem perder.